JONES MANOEL: As revoluções televisionadas

Eu não acompanhava política de maneira sistemática quando Bush filho invadiu o Iraque e o Afeganistão com base em informações falsas. No Iraque, supostamente, existia armas de destruição em massa. No Afeganistão, o esconderijo de Osama.

Tudo mentira. Mentira com cobertura da BBC, El País, CNN, The Economist, The New York Time etc. etc. etc.

Depois estudei a destruição da Iugoslávia. Também baseada em notícias falsas e com participação dos mesmos monopólios de mídia de sempre.

Depois veio Líbia, Síria, Ucrânia. Na América Latina, temos o clássico documentário “A Revolução não será televisionada”. Quem assistiu esse documentário já entendeu o padrão de atuação desses monopólios.

Esses monopólios mentem. Mentem descaradamente. Temos provas abundantes disso. Temos um histórico claro de como eles atuam como armas de guerra.

Mesmo assim, numa postura irracional, idealista e inexplicável, é impossível considerar que esses monopólios mentem.

Se BBC e todo resto falou, na visão de muitos, isso é verdade.

Postura inexplicável.

Um imbecil, dias atrás, atacou a Revista Ópera e disse que confia muito mais no El País, BBC, CNN etc.

Qual a explicação racional para essa postura? Não tem.

Aliás, tem sim. Como defensores do sistema, sua ala esquerda, a fé nos monopólios de mídia deve ser mantida. Acreditar nos monopólios de mídia, a despeito das provas do contrário, expressa um compromisso, talvez inconsciente, com o sistema.

Foque nisso: são, mesmo com ares vermelhos ou amarelos, defensores do sistema.

1 Comentário

  • Só uma informação adicional para o texto: em 1990, na véspera da Guerra do Golfo, uma menina árabe de 15 anos foi ouvida no Congresso americano dizendo que Saddan Hussein havia ordenado que seus soldados destruissem equipamentos hospitalares e matassem bebês durante a invasão do Kuwaiti. Saddan não era santo obviamente, mas a notícia era completamente falsa, e a menina era na verdade filha de um embaixador do Kuwaiti nos EUA, sendo aquilo tudo apenas uma farsa midiática para aumentar o apoio da população à guerra. Não é de hoje que os EUA inventam atrocidades de seus adversários, com a ajuda da grande mídia, como bem dito no texto.

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