A polêmica do PT contra Felipe Neto

A polêmica sobre o Felipe Neto envolve algumas dimensões:

1. A política se faz com coalizão de forças do presente e não do passado;

2. Não interessa se algum ator ou um conjunto deles não tenham falado sua língua no passado. O importante é que estejam falando sua língua hoje;

3. Essa posição é assumida pelo Sol de Outubro com Marco Antônio Villa e Reinaldo Azevedo. Ambos deram sua contribuição à antipolítica ao criminalizarem de forma desproporcional um único partido em um passado recente.

Entretanto, hoje, Reinaldo é o melhor analista jurídico do país e um forte combatente do que se convencionou chamar Partido da Lava Jato. Enquanto Villa tem defendido com forte veemência o estado e a soberania nacional. Estão falando a “língua que aqui se fala” e enquanto estiverem serão reportados pelo Sol de Outubro;

4. Assim funciona o processo civilizatório e o Estado Democrático de Direito. Destaca-se que o código penal brasileiro não hospeda pena de morte. As punições previstas não são eternas, mas sim, transitórias. Sob a mesma lógica, opiniões pretéritas também não devem marcar de forma definitiva a participação política de um cidadão;

5. Críticas ao Felipe Neto, quando partem de militantes e blogs associados ao PT, são flagrantemente oportunistas e imorais. Frente, claro, ao fisiologismo no qual o partido está submerso há anos. Como diz Ciro:

“Quero dar um abraço em Felipe Neto! A sujeira corrupta do lulopetismo junta (que surpresa!) com o Bolsonarismo boçal, estão com suas máquinas podres agredindo o jovem brasileiro. Fique firme! Este é o melhor sinal de que vc está certo”, tuitou Ciro. “Se estes picaretas tivessem algum argumento sério não teriam ido nas eleições últimas junto com Renan Calheiros e Eunicio Oliveira (dirigentes do Senado onde o impeachment de Dilma foi votado)”.

6. Quem julga o passado é a história. Com ela, a prestação de contas é certa. Não se preocupem. A história é e sempre será demolidora! Estamos mais interessados em mudar o presente. Para isso, todos que estão falando a “língua que aqui se fala” são bem-vindos;

7. O processo é tão baixo e nonsense que 57 milhões de brasileiros votaram em Bolsonaro. E aí? Devem ser constrangidos e empurrados ao extremista do amanhã ou apresentados à generosidade da língua nacionalista?

8. Vitórias eleitorais demandam posturas conciliatórias e acordos impressos na “língua que aqui se fala”. A língua do fortalecimento da soberania nacional.

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