“Desde muito tempo no Brasil há uma política que escolhe quem vive e quem morre”, afirma Juíza do Trabalho

Por Wellington Calasans, para o Portal Disparada

De volta às entrevistas especiais para o Portal Disparada, o jornalista correspondente, Wellington Calasans tem como convidada a doutora em Direito do Trabalho pela USP/SP e juíza do trabalho no Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, dra. Valdete Souto Severo.

Conhecida por defender uma relação trabalhista civilizada, distante do atual modelo draconiano contra o empregado, a dra. Valdete é uma defensora ferrenha dos direitos dos trabalhadores, mas numa perspectiva de conscientização da importância do equilíbrio nas relações trabalhistas.

Para a Juíza do Trabalho, “o Brasil só não está um caos total porque tem empregado público fazendo as coisas funcionarem”. Na entrevista, saiba mais a opinião da dra. Valdete sobre o papel de um juiz do trabalho num país que luta pela destruição dos direitos trabalhistas.

De maneira didática, a juíza faz uma análise crítica da relação trabalhista nos modelos de aplicativos, entre eles o Uber e iFood. Além disso, a entrevistada aprofunda o debate sobre como a pandemia agudizou o atual desprezo pela classe trabalhadora.

O recente artigo da juíza sobre a existência de uma política genocida no Brasil, também foi tema da conversa com Wellington Calasans. Em um apanhado de 2013 até aqui, Valdete Severo falou também sobre as Leis 12.850/2013 e 13.260/03-2013 e o recente histórico de perdas dos direitos dos trabalhadores.

Para a dra. Valdete, a mulher é historicamente a maior prejudicada nas relações trabalhistas. A juíza concorda com a afirmação de que as mulheres são alvo da normalização deste cenário de retrocesso nas parcas conquistas registradas ao longo de décadas.

“A aposentadoria virou uma sonho impossível”, sentenciou a juíza ao concluir uma entrevista indispensável feita com exclusividade para os seguidores do Portal Disparada.

Confira a entrevista:

 

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