O pós-Bolsonaro: por um governo de salvação nacional

A crise se agrava. Os resultados econômicos da pandemia são incalculáveis. O consenso é um só: a vida irá piorar para a grande maioria dos brasileiros. A situação do país, que já era precária, nos deixará saudade.

Bolsonaro deve sair. É outro consenso. Alguém tem coragem de defendê-lo publicamente? No último domingo, a própria Record, emissora oficial do regime, pareceu não estar mais reproduzindo-o com tanto afinco os balbucios do capitão. Sua entrevista foi justa, com perguntas relevantes e incisivas. Algo não habitual na emissora do Reino de Deus.

Sobraram – além do núcleo fiel presente nos últimos atos do dia 15 – meia dúzia de lunáticos e artistas de gosto duvidoso. Pessoas da estirpe de Véio da Havan, Zezé de Camargo e companhia limitadíssima. Em todos os sentidos.

Com a economia piorando drasticamente, Guedes cairá. E, com ele, as últimas esperanças do que ainda restar do “mercado”. Moro parece mais resiliente. Continua na busca pelo eleitorado radical de Bolsonaro. É o pitibul mais educado da matilha. O momento de mostrar os dentes ainda não está no horizonte.

Ao Brasil restam poucas opções. O semipresidencialismo é uma delas. Já fizemos arranjos piores por coisa muito menor. Um impeachment seria traumático, mas anda em discussão em todos os jornais. Se Mourão souber jogar o jogo, poderá colocar a faixa em breve. Os sinais do vice ainda são dúbios.

Não importando o governo que venha a assumir após confirmada a queda – ou efetiva imobilização – de Bolsonaro, é imperioso que seja formado por uma coalizão amplíssima. Daquelas que se faz em momentos de guerra. O nosso povo precisa de ações concretas para atenuar a crise que se avizinha. Se ainda existem patriotas nas altas esferas – e parece que os há – saberão costurar esse acordo. Com Supremo e com tudo.

Todos deverão ser ouvidos. Do lulismo ao agronegócio, dos tucanos aos evangélicos, dos militares aos juristas. A pauta básica é a reconstrução do Brasil. Emprego e renda. O resto a gente conversa outra hora.

Um governo fraco pode condenar a nossa próxima década. Quem ficar esperando a deterioração para depois postular-se salvador poderá não ter mais o que salvar. A hora é agora.

O pós-Bolsonaro por um governo de salvação nacional

1 Comentário

  • INTERDIÇÃO do BOZO, DEPOIS CASSAÇÃO DA CHAPA COM MOURÃO JUMENTÃO….

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