GUSTAVO CASTAÑON: Como o PT entregou o país (as razões de Ciro Gomes)

Por razões pessoais me ausentei do debate pós-eleitoral, mas é impossível não me pronunciar diante do artigo de Luís Nassif distorcendo a posição de dois amigos meus, Ciro Gomes e Mangabeira Unger. Digo isso logo no primeiro parágrafo para que não seja acusado de dissimular meu lado nessa história, como Nassif, que é membro da blogosfera construída pelo PT e ex-funcionário da TV Brasil.

Esses fatos não são deméritos, quem trabalha na imprensa (em qualquer uma de suas vertentes) tem lado, e tolo é quem pensa que não. Sou leitor de Nassif e o considero um arguto observador da cena nacional, e é exatamente por isso que não podia deixar sem resposta seu artigo que se alinha ao jogo de falsificação histórica do PT, querendo imputar a culpa por seu imenso desastre eleitoral nas costas de outro candidato, que foi traído, preterido, sabotado e atacado por esse partido não só agora, mas durante toda sua vida política.

Existe uma coisa em psicologia de grupos que se chama “pontuação na sequência de eventos”. A maioria dos conflitos entre duas ou mais pessoas acontece porque elas pontuam o evento inicial que deu origem ao conflito em momentos diferentes da história, levando às comuns acusações de que “foi você que começou”. Ora, até pelo poder que acumulou e exerceu nos últimos 16 anos, quem merece o título de iniciador dessa sequência de eventos é Lula e o PT.

Porque a história dessas eleições não começa quando, 48 horas antes do prazo final para registro de candidaturas, Lula ordena que Ciro vá se ajoelhar para ele em sua cela. Ela começa muito antes.

Poderíamos estabelecer o começo dessa história quando Lula escreve a “Carta aos Brasileiros”, carta que Ciro jamais escreveu para vencer, ou quando nomeia o ex-presidente do BankBoston para liderar o Banco Central do Brasil, dando-lhe na prática independência: independência dos interesses nacionais. Poderíamos começar quando Lula decide continuar o rentismo ou em qualquer um dos dias em que se jactou de ter liderado o governo onde “os banqueiros nunca lucraram tanto”. Poderíamos começar essa história quando Lula intervém no PSB para proibir a candidatura Ciro e nos descer pela goela Dilma, em 2010, ou quando a mesma comete o maior estelionato eleitoral da história, pressionada por Lula, e nomeia um representante dos banqueiros para aplicar um ajuste neoliberal em nossa economia em 2014. Ou ainda quando o PT compara o impeachment de Dilma com o golpe contra Jango, que perdeu o poder ao defender a taxação da remessa de lucros, o voto dos analfabetose a Reforma Agrária, as chamadas Reformas de Base.

Mas não. Vamos estabelecer o início dessa história na campanha eleitoral deste ano. Que não começa na manobra venal de Lula para colocar Ciro de joelhos, mas no lançamento das candidaturas de Lula e de Ciro, ainda em 2017. Sempre fui partidário da candidatura de Ciro e considero os governos do PT medíocres, servis e grandes oportunidades perdidas, como atestam o índice de crescimento médio do país – quase idêntico ao tucano – e a manutenção dos índices de desindustrialização e desigualdade. Apesar disso, considerava acertado o lançamento retórico da candidatura Lula e suas caravanas pelo país para se defender e recuperar seu capital político e eleitoral.

No entanto, qualquer agente político sério no Brasil sabe duas coisas. Primeiro, que viabilidade eleitoral não é viabilidade política, numa eleição não se deve somente construir uma maioria de votos, mas condições de exercer o poder. E Lula não tinha mais condições políticas de o exercer, uma vez que era vetado por todas as instituições e corporações da República, particularmente, o Judiciário. Que dirá o PT. Esse partido não só tinha a imagem imensamente comprometida com a manutenção do status quo (por bons motivos) e com a corrupção, mas também a reputação de hegemonista, arrogante, traiçoeiro e inconfiável disseminada pela quase totalidade da classe política. O campo progressista estava terrivelmente isolado e a reconstrução das condições da volta ao poder passava pela renúncia do PT à cabeça de chapa. Esse movimento poderia ser um recuo tático do partido se seu objetivo fosse de fato disputar o poder central e não a liderança da oposição ao governo Alckmin.

Em segundo lugar, todos sabiam que Lula não seria candidato, apesar das desavergonhadas tentativas da blogosfera petista de enganar a militância com esperanças mirabolantes. E Lula não seria candidato por causa da lei que ele próprio sancionou, refém do udenismo e da ingenuidade republicana do PT, que nunca sinalizou qualquer resistência efetiva às investidas do Poder Judiciário.

Assim como era obrigação política de Lula defender o legado do PT de sua satanização indevida, era obrigação política de Ciro apresentar e defender um novo projeto para o país, criticando todos os erros cometidos pelo PT na condução do governo. Se não o fizesse, seria visto pela Nação como um preposto do PT, inviabilizando a mudança e a superação da polarização petismo/anti-petismo que afundou, finalmente, o Brasil.

O PT e Lula têm motivos para cobrar politicamente de Ciro uma solidariedade maior com a perseguição judicial que Lula estava sofrendo. Mas, igualmente, subir num palanque com Lula contra o Judiciário seria abandonar toda perspectiva de fugir da lógica personalista que Lula queria impor – e impôs – às eleições, e sujeitar-se à uma condição de “puxadinho do PT”, condição que condenou as candidaturas de Boulos (que teve um terço da votação do PSOL em 2014) e de Manuela, que terminou a campanha como uma vice escondida pelo PT. Isso sem falar na delação de Palocci, nos outros seis processos e nas novas acusações contra Lula e toda a direção do PT, que Ciro e a torcida do Corinthians sabiam que viriam.

Para apoiar Ciro, Lula e o PT, como qualquer político e qualquer partido, tinham o direito de querer que ele se comprometesse a defender o legado petista, e se transformasse nas eleições no “campeão do lulismo”, uma espécie de Lancelot do Lula. Mas Lula não deveria ter se comportado como um político qualquer. Ele deveria ter se mirado no exemplo de Brizola e se comportado como um estadista, que pensa em seu povo e seu país antes que em seu jogo de poder pessoal. O apoio a Ciro sem a exigência dele se comprometer com a pauta política que foi rejeitada na eleição poderia ter mudado os rumos do campo progressista, do Brasil e do próprio PT.

Porque, como vimos, o país estava farto do PT. Mesmo nos melhores momentos de intenção de voto de Lula, o candidato apoiado por ele no segundo turno ostentava de 61% a 63% de rejeição no Datafolha. Os blogues petistas falsificavam o significado de perguntas como “Você votaria num candidato apoiado por Lula?” ou reproduziam as peças de propaganda da Vox Populi, enquanto tanto eles quanto a direita brasileira sabiam que o PT tinha força suficiente para colocar um candidato que não Lula no segundo turno, mas não para vencê-lo. A maioria do país ainda aceitava Lula, mas já não aceitava, em hipótese alguma, o PT.

Então Lula tinha diante de si duas alternativas decentes. Deixar Ciro construir um novo polo enquanto mantinha uma candidatura petista exclusivamente para defender seu legado, ou ser grande e apoiar Ciro desde o começo, permitindo que ele minimizasse o dano do apoio do PT e que pudesse fazer a crítica necessária ao período petista.

Mas não. Lula usou de todos os meios a seu dispor para sabotar a candidatura Ciro e direcionou todas as suas baterias políticas – inclusive a máquina de internet do PT – para seu desgaste pessoal, atuando em comum acordo com o PSDB para manter a polarização política tradicional entre os dois partidos.

Provavelmente por coincidência, no mesmo período assistimos a uma surpreendente absolvição de Gleisi num momento em que o PT só colecionava condenações, assim como uma mais surpreendente ainda libertação de Zé Dirceu, já condenado pela segunda vez e tendo perdido os direitos de progressão de pena. O que não foi nada surpreendente é que Dirceu tenha saído da Papuda diretamente para articular o isolamento de Ciro com o PSB e o PCdoB, papel que Gleisi já vinha se esforçando para desempenhar, mas com menor competência.

E assim o PT e Lula usaram todo o resto de seu poder eleitoral para esfacelar o PSB e dar seu tempo de TV para a direita, impedindo o fechamento com Ciro (às custas das destruições das candidaturas de Marília em Pernambuco e Lacerda em Minas, o que entregava o segundo Estado da federação ao PSDB, mas acabou o entregando ao Itaú), assim como levaram o parceiro de Lula, Valdemar da Costa Neto, a entrar na negociação com o Centrão e o levar para Alckmin. Ainda colocaram o PCdoB sob chantagem contra suas candidaturas no país inteiro, levando-o a péssima decisão de mais uma vez caminhar com o PT, o que o deixou sem conseguir vencer a cláusula de barreira.

Por fim, sabendo que a liderança do PT não tinha mais viabilidade política para governar, que sua candidatura era uma fraude, que ele estava preso e condenado, que não poderia fazer campanha, que o país queria um projeto alternativo ao do PT, que tinha sabotado de todas as formas a candidatura Ciro, que na condição de vice Ciro seria retirado da disputa e dos debates por tempo indeterminado, que ia submeter as eleições a um debate sobre ele, Lula ordena que Dilma convoque Ciro para se ajoelhar diante dele na carceragem de Curitiba.

É fácil hoje dizer que Ciro errou e que se tivesse se ajoelhado seria presidente. Mas o PT tem que se decidir por uma linha coerente no seu esforço de destruição da imagem de Ciro. Se Ciro só pensa em seu projeto pessoal porque não se ajoelhou para Lula? Ele coloca seu orgulho acima de seu projeto pessoal? Bem, do meu ponto de vista nem uma coisa nem outra, evidentemente. A decisão de Ciro naquele momento era dificílima e teve lógica política e como resultado imenso sacrifício pessoal e desprendimento em prol do Brasil. O que Ciro levou em consideração?

1) Ser vice de Lula seria abonar a fraude do PT e participar de um ardil com o povo brasileiro, porque Lula não era de fato candidato;

2) Seria se submeter simbolicamente a um preso condenado, o que inviabilizaria a autoridade moral de um eventual futuro presidente;

3) Havia ameaça de a justiça eleitoral impugnar não Lula, mas a própria candidatura do PT, como se lembram os observadores mais atentos. Neste caso, com toda a centro-esquerda no mesmo barco, a eleição estaria finalizada;

4) Ao se colocar na chapa do PT, Ciro perderia qualquer controle sobre a campanha e se comprometeria juridicamente com o que havia sido feito até então e com as formas de arrecadação e financiamento do partido, colocando seu destino político nas mãos de pessoas como Gleisi Hoffmann e Sérgio Gabrielli e podendo ficar, por consequência, inelegível por oito anos;

5) No caso de impugnação de Lula, a definição de Ciro como candidato da aliança estaria nas mãos do glorioso diretório nacional do PT, problema que poderia ser minimizado com um acordo público, mas jamais eliminado. Sabemos que poderiam utilizar qualquer declaração crítica de Ciro como desculpa para trair o acordo, e o histórico do PT não recomenda qualquer confiança. Como mostrarei aqui ,o objetivo do PT nunca foi ganhar a eleição, mas garantir seu papel de líder da oposição e eleger 50 deputados garantindo a sobrevivência do partido e sua máquina. Estrutura, gabinetes, fundo partidário, tempo de TV, fundo eleitoral: isso para a burocracia do PT está acima de tudo;

6) Ao se submeter à condição de vice-fake, não só seria impedido de participar dos debates enquanto a candidatura não fosse julgada – o que nesse caso poderia ter se arrastado até a última semana – como perderia a condição de ser visto como uma alternativa de poder, sem contar com o dano de imagem em se submeter ao PT depois de tudo o que o partido fez não só no governo, mas com ele próprio dias antes;

7) Aceitar a condição de vassalo de Lula o faria definitivamente refém da agenda lulista e do debate em torno de Lula e do PT, tirando-lhe as condições políticas, inclusive controle sobre seu próprio tempo de TV, para debater a questão nacional e apresentar projeto alternativo ao petismo;

Então Ciro decidiu enfrentar a máquina de Alckmin, de Bolsonaro e do PT e levar ao Brasil um discurso próprio, um projeto novo e uma alternativa para a esquerda e o país, mesmo sabendo que a eleição seria muito difícil. Mais uma vez, provou que seu desejo de ser presidente não está acima de tudo. Nunca o levou a se vender a FHC, ou à banca, ou a escrever Carta aos Brasileiros, ou a se ajoelhar a personalismos.

Foi esse desprendimento que não teve Haddad, ao contrário da interpretação de Nassif. Ele não fez como Wagner, que se recusou a ser candidato e pediu o apoio a Ciro no primeiro turno. Haddad se agarrou avidamente a oportunidade de ressuscitar sua carreira política.

E foi assim que o PT destruiu o país. Sabendo que não tinha condições políticas de exercer o poder, que levaria o país a outro golpe caso vencesse, sabendo que Haddad não venceria o segundo turno, que se vencesse não tomaria posse, que se tomasse não governaria e que se governasse entregaria o país em nome da esquerda ou seria derrubado, enfiou pela goela do Brasil sua tragédia e condenou nossa soberania e o futuro de milhões de crianças e jovens brasileiros para obrigar o país a debater a prisão de Lula e provar que seu poste tinha mais votos que Ciro no primeiro turno.

Para prová-lo, Lula escolheu o candidato mais inviável, um liberal paulista que, justamente ou não, foi considerado o prefeito mais impopular do país e perdeu de forma humilhante uma eleição menos de dois anos antes, sentado na cadeira, no primeiro turno em São Paulo onde o PT punha seu candidato no segundo turno desde 1992.

Concluindo as evidências de que o PT não pretendia de fato vencer, lembro ainda que o primeiro ato de Haddad no segundo turno foi visitar Lula na prisão, fato que enterrou qualquer possibilidade de disputa acirrada. Porque afinal não o faria? A missão já estava cumprida. Ou ainda lembro que enquanto uma militância ingênua se esgoelava e lutava desesperadamente às vésperas das eleições, Dirceu e Gleisi faziam declarações suicidas de indulto a Lula como primeiro ato de governo ou “tomada do poder”. Para eles, a eleição já estava ganha: Haddad tinha ressuscitado, o PT tinha conseguido se manter como maior partido de oposição e feito 50 gabinetes na Câmara, garantido bom fundo partidário e alguns governadores. O PT estava salvo. O Brasil, destruído.

A Nação em nenhum momento foi questão para o PT. Mais uma vez esse partido arrastou a esquerda para uma campanha vergonhosa e despolitizante, baseada num discurso reacionário de volta a um passado mítico que nunca existiu e do qual a maioria da população brasileira queria a superação, e num messianismo que no segundo turno teve que ser escondido. O símbolo da campanha de Haddad foi, sem dúvidas, ele se escondendo atrás da máscara de Lula.

haddad lula pt ciro gomes

E se escondendo atrás da máscara de Lula ele despolitizou o debate, batendo apenas na tecla do vitimismo, da saudade e das liberdades individuais, deixando Bolsonaro de cara para o gol com sua pauta moralista e também despolitizada. Porque eles fizeram isso? Ora, porque não tinham como defender a política econômica liberal do governo Dilma nem se apresentar como mudança verdadeira para a população. Ao contrário, escreveram nova “Carta aos Brasileiros” defendendo o ideário neoliberal.

Elegendo vergonhosamente Ciro, e não o fascismo, como seu adversário preferencial, o PT jogou todo o peso de sua máquina no Nordeste para lhe roubar aliados, tendo inclusive enfrentado denúncias até hoje não esclarecidas.

Enquanto Ciro chamava Bolsonaro para o debate e o acusava do alto dos carros de som, Haddad não pronunciava seu nome porque o PT acreditava, irresponsavelmente, que seria capaz de montar uma frente democrática em torno de si no segundo turno e perder por margem menor o enfrentando. O verdadeiro desastre para o tipo de partido que é o PT seria a eleição de Ciro contra ele. O partido segurou sua militância que se apavorava com Bolsonaro e queria combatê-lo e, enquanto Bolsonaro disparava nos trackings e se encaminhava para a vitória em primeiro turno, espalhava falsos “trackings do MDB” que mostravam que era Haddad que quase ultrapassava Bolsonaro, alimentando a polarização que nos destruiu. Disseminaram a ideia de que Bolsonaro era o candidato ideal para o segundo turno e que a missão central era destruir o centro político. Isso num momento de ascensão real do fascismo.

Na rede, onde atuei mais diretamente na campanha, a máquina do PT disseminava peças difamatórias contra Ciro até mesmo de seus blogues e jornalistas associados. Contra Bolsonaro, nada, até os últimos dez dias do segundo turno. Não tinham sequer algo pronto para entrar imediatamente após o primeiro turno.

Isso quer dizer o quê, que o PT queria perder para Bolsonaro? Não. O PT planejou perder para o PSDB para juntos enterrarem a lava-jato e se acomodar novamente em seu papel de oposição até o dia em que pudesse voltar. A aposta, no entanto, deu errado. Agora, Lula pagará pelo resto de sua vida na cadeia. Eu, realmente, lamento, e quem me conhece sabe que lamento. Por ele também, mas principalmente pelos milhões de crianças e jovens brasileiros que perderam seu futuro.

Ciro não deve ser mitificado, como o petismo faz com Lula e o bolsonarismo com Bolsonaro. Ele erra, tem defeitos e discordo de alguns erros táticos que cometeu. Por exemplo, discordo de ele não ter dado uma simples declaração de voto em Haddad, mesmo tendo liberado todo seu grupo político para apoiá-lo e votado nele. Discordo não porque isso tenha feito qualquer diferença nas eleições, mas simplesmente porque deu instrumento retórico para a falsificação histórica que hoje o PT tenta promover, mesmo com a transferência quase completa dos votos de Ciro para Haddad.

É incrível, incrível desonestidade um homem como Nassif dizer que as entrevistas de Mangabeira “esclarecem de vez as razões objetivas que levaram ao racha das esquerdas”. Quem teve o destino dessas eleições nas mãos foi Lula, em nenhum momento Ciro. O resultado dele se submeter a essa manobra brutal de Lula ainda é, hoje, totalmente imprevisível, com amplas possibilidades de desastre.
E o fato aqui é que Lula novamente brincou de Deus e se destruiu definitivamente. Sua propalada intuição política e genialidade que errou todas nos últimos quatro anos entregou o país à sanha estrangeira e à destruição de sua soberania, e o povo brasileiro ao massacre definitivo de seus direitos. E ele sabia que o risco era esse.

Então você, leitor, pode julgar depois de tudo isso que Ciro decidiu não ser vice de Lula por ser orgulhoso ou qualquer outro defeito pessoal. Mas eu acho que quem continua pensando isso depois desse quadro apresentado, baseado em fatos de domínio público, pode somente estar tão desacostumado a ver desapego e dignidade pessoal na política, que não consegue mais os reconhecer quando aparecem. Por isso Ciro pode até ser criticado como político e candidato, mas como pessoa mostrou mais uma vez na vida que é um homem honrado que não está disposto a qualquer coisa para ser presidente.

45 Comentários

  • Não dá pra considerar seria a crítica de que o projeto de Lula é personalista, vindo do político mais personalista do Brasil nos últimos 20 anos. Ciro precisa convencer primeiro qual é sua opinião, sua posição política e seu alinhamento partidário. Lula está onde sempre esteve. Cometeu e comete seus equívocos, mas todos sabemos o que quer e como pretende chegar lá. Quem não confia nele é a direita que o ideia e a extrema esquerda que não o consegue enquadrar. O Ciro acha que basta ser inteligente, ter boa locução e ser agressivo pra poder governar um país complexo, dividido e em crise.
    Mas o articulista tem outro problema. Ele atribui a Lula superpoderes que são capazes de frustrar Ciro, alinhar partidos, favorecer juridicamente Gleisi e Dirceu, mas incapaz de conseguir pra só sequer o que a lei lhe garante.
    Lula é uma força tão rara no cenário mundial que abrir mão de sua força pra satisfazer o caudilhismo do Ciro seria estupidez política.
    Eu arrisco dizer que Ciro seria atropelado pelo Bolsonaro. Aqui na Baixada Fluminense só tem uma força que pode confrontar o trator Bolsonaro / evangélicos. / Clientelismo de direita. Essa força trabalha no inconsciente popular e pulsa como uma ideia que teima em voltar a superfície: Lula.
    O Ciro, num cenário de arrasadora mediocridade, teria suas chances, mas somente nas classes médias…
    Desculpe, Sr. Gustavo Castanon, mas como morador da BAixada Fluminense, seu artigo me deu frouxos de risos…

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    • “mas todos sabemos o que quer e como pretende chegar lá.”
      Ou seja, o PT quer poder e quer roubar. Primeiro, mete tudo quanto é vagabundo em diretoria de estatal e fica de testa-de-ferro desses vagabundos como presidente. Nao interessa quem cumpra esse papelao, pois até a Dilma que mal sabe o próprio nome, foi eleita.
      O povo cansou disso. Ninguém quer mais.
      Ficar choramingando “foi golpe” e no outro dia fazer eleicoes com os “autores do golpe”é coisa de ladrao e bandido.

      Por isso que perderam e vao perder as eleicoes ETERNAMENTE. Bem-vindo à historia do Brasil pós-PT, PSDB-2. Vocês jamais ganharao uma eleicao presidencial novamente. Foram pro segundo turno porque o oponente era o coiso, mas só.

      O Lula morrerá em breve, nao tem 50 anos mais. Pegará prisao perpétua por milhoes de acoes. já está com mais de 70… jamais chegará aos 75. E aí o PT vai evaporar…

      Chora SAFADO.
      O choro é livre.

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  • O PT conseguiu o que queria nessas eleições, conquistar maioria na oposição e se manter entre os maiores.
    No entanto, com relação ao Lula, nós vamos assistir a destruição da pessoa humana e tanto a cúpula quanto os gados petistas não se atentaram para isso ainda.
    Eu como progressista e militante do projeto nacional desenvolvimentista liderado pelo Ciro Gomes enchergo isso como positivo, pois cada vez mais o PT demonstra que é um partido de ideias miúdas e que não se renovou e nunca se renovará enquanto a sombra do Lula e a política do toma lá da cá em troca de migalhas coexistirem.
    Ciro Gomes alcançou os jovens brasileiros e esse é o maior legado desta eleição e é com ele que nós vamos recomeçar já a partir de 2019.
    Gustavo, com relação a atitude correta do Ciro de não fazer campanha para o Handrade-PT no segundo turno, o que ficou de mais positivo aos olhos de toda a população brasileira finalmente, é que o nosso projeto não sofre e nunca sofrerá interferência alguma do PT e do Lula, isso é uma vitória, pois o Ciro sofreu demais por conta de ter defendido a Dilma contra o impeachment e o Lula dessa sentença injusta.
    Ciro Gomes distribuiu focos de resistência em quase todos os Estados do Brasil, através das ideias e isso jamais se perde. Agora reaglutinar essas forças e partir com força total para 2019.
    Excelente texto, vou disseminar com vigor.
    Um forte abraço, um feliz Natal para você e sua família e um feliz ano novo.

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    • O cara escreve “enchergo” e quer cagar regra. Vocês seguidores cegos do Ciro traíra são muito burros, e o pior é queimam a esquerda se colocando nessa parte do espectro político. Não, vocês não são de esquerda. Vocês são os “isentões” playboys e pequeno-burgueses que comprar a narrativa do “PT-ladrão”, que é tão burra quanto esse povo que comenta aqui. Acordem escravinhos do Coronel. Abraços e beijos de luz e paz.
      De um militante verdadeiro de esquerda que sabe a importância do trabalhismo Petista num país com uma elite filha da puta como a nossa.

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  • Sr Altamir Gomes como morador da Baixada a sua gestão frente a prefeitura da minha cidade é que me deixa frouxo de risos… Foi considerada a mais desastrosa e ruim que passou por aqui.

    Execelente artigo Gustavo.

    Nota : Caso não seja o Altamir Gomes que foi prefeito de Nova Iguaçu! Desconsidere o comentário.

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  • Eu queria poder rir…Mas me dá é vontade de chorar de desgosto ao ler um comentário dresses depois de ler o texto do Castanon. O Brasil tá fodido mesmo.

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  • Parabéns ao Castanon pelo ótimo e esclarecedor artigo! Ficou claro o hegemonismo a qualquer custo do pt, a rejeição em massa desse partido e a sua inexorável decadência. Por outro lado, Ciro faz um grande favor ao Brasil ao apresentar um sólido projeto desenvolvimentista, que foge do decadente petucanismo paulista. Ciro será presidente? Não sabemos, embora o PDT esteja passando por reestruturação e seja força em ascensão. Mas graças a Ciro sabemos que o pt não será mais, e isso já é uma vitória!

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  • é ÓBVIO que alguém que está preso no fanatismo cometerá erros .alguns ao nível do absurdo,é o seu caso.
    “Enquanto Ciro chamava Bolsonaro para o debate e o acusava do alto dos carros de som,”
    lembro do 1° debate ,pergunta do teu candidato ao asno,preámbulo da pergunta do ciro”
    meu ilustríssimo colega de parlamento,bla,bla,bla”
    —é exatamente por isso que não podia deixar sem resposta seu artigo que se alinha ao jogo de falsificação histórica do PT, querendo imputar a culpa por seu imenso desastre eleitoral nas costas de outro candidato, que foi traído, preterido, sabotado e atacado por esse partido não só agora, mas durante toda sua vida política.é exatamente por isso que não podia deixar sem resposta seu artigo que se alinha ao jogo de falsificação histórica do PT, querendo imputar a culpa por seu imenso desastre eleitoral nas costas de outro candidato, que foi traído, preterido, sabotado e atacado por esse partido não só agora, mas durante toda sua vida política.——
    NESTE PARÁGRAFO É PATENTE A SUA CEGUEIRA,O SEU FANATISMO.
    Os pts (partido de centro,que diremos do CAMINHANTE DO MURO então?) NUNCA(ao menos públicamente) creditaron no teu parceiro a derrota anunciada ,preparada,certa.
    A história de Ciro é a do andar da cobra ,pra se movimentar ela se mexe pra um lado ,depois pro outro.
    Selou a sua morte política.com a sua birra de egocéntrico infantil .indo pra fora do país enquanto aqui a Democracia e o futuro de gerações era debatido.
    Vc acusa o Nassif de ter lado ,(curioso ele endossou em determinado momento a fantasia cirista de poder) ,mas ao menos ele não se pauta pela deturpação dos fatos como é sua prática ,pra reforçar seus argumentos.
    No futuro ,quando chegue a sabedoría,vc entenderá que este jogo já estava jogado.
    Só um exemplo disso,só um ,das dezenas de fatos que aconteceram nos últimos anos para derrubar a Democracia neste país:em que Democracia de respeito um milico “assesoraría” o presidente da Suprema Corte de Justiça?????????????c

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  • Ngm questiona a identificação popular com Lula e as chances reais dele, e somente ele dentro do PT, ganhar com facilidade as eleições. Mas ele está preso, babaca. E digo isso sem nenhum tom jocoso. É triste e ao mesmo tempo um fato. E esse é o cerne da discussão. Lula não quis que o PT ou a esquerda ganhasse essa eleição. Ele quis manter vivo o partido pra que eles consigam daqui de fora, sua libertação. E pra esse propósito ele foi bem sucedido, a revelia de qualquer interesse nacional.

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  • Ciro Gomes nunca se posicionou como o candidato das (centro) esquerdas, queria ser o Macron brasileiro, apostou tudo na aliança com o “direitão” vulgo “centrão”, deixando de lado o PSB, quando tomou bolas nas costas do Rodrigo Maia, já era tarde.

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  • É incrível como o despeito ainda corrói a alma de alguns ciristas e do próprio Ciro! O articulista conhecido por bater bocas nas redes sociais, usa de uma retórica mítica para construir um Ciro que não existe, afirmando que não o está mificando. Só pra registro: existem mil formas e caminhos de se manter um projeto político pessoal, fingindo que não. Ciro só optou por um dos caminhos. O resto de seus argumentos são interpretações livres, assim como existem inúmeras que as colocam por terra facilmente. Bom dia!

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    • Excelente Marcelo!
      Exatamente como eu vejo a situação.
      Querem derrubar um mito criando outro.
      É infantil e sem noção essa estratégia.

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  • Calderon, frustrado é o petista que perdeu 2 vezes a eleição e a moral . Depois de dispersar o lado mais negro do pt, Ciro ainda saiu honrado com 12 milhões de votos.

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  • Parabéns, Castañon, pelo texto. Esclarecedor e aliviante. Me assusto um pouco e espero que Ciro e sua equipe achem formas de reverter essa demonização a sua imagem que a cúpula petista tenta (e consegue) criar. Mas confio. Serão longos quatro anos. Precisamos de Ciro. Voltaremos. #Ciro2022

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  • Enquanto as militâncias tanto do PT quanto do Ciro não baixarem o tom e a arrogância a esquerda continuará desorientada. O cerne desse artigo é um exercício de especulação tão absurda que sequer tem como ser contestado. É uma ficção, um tipo de realismo fantástico tipicamente latino-americano que não tem pé nem cabeça. Não dá nem para contestar porque não qualquer base no mundo concreto.
    Enquanto os militantes não tentarem articular uma aliança para ontem, o extrema direita vai fazer a festa. Mas, como é típico da tradição política brasileira, seria demais esperar que a esquerda vencessem suas diferenças em prol do país.

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  • Altair pinheiro, a maior força capaz de vencer o bolsonaro seria o Lula. A segunda maior força seria o Ciro, e não um poste do Lula. A estratégia do PT foi uma fraude desastrada.

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  • Somente as próximas eleições municipais (2020) farão com que o PT decida mudar e recuperar sua origem (Mano Brown já indicou o caminho). O PT não aceita sua evidente decadência. Basta olhar para o número de deputados federais (2010 – 88 deputados; 2014 – 69 deputados; 2018 – 56 deputados).

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  • Infelizmente mais uma visao personalista do assunto. E olha que comecou condenando exatamente isso. Mas nao e’ disso que quero comentar/questionar.

    De inicio condena Nassif por distorcer “a posição de dois amigos meus, Ciro Gomes e Mangabeira Unger.”

    Pois bem, qual a correta posicao deles? Qual a correta interpretacao das duas entrevistas do Mangabeira Unger?

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  • Excelente texto. Gostaria que todos os brasileiros pudessem ler. Mostra muito do que puder ver e perceber nessas eleições . Espero que ainda chegue o dia de ver Ciro Gomes como presidente do Brasil

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  • Texto muito bem escrito, contudo tem vários equívocos que a esquerda não consegue enxergar. Justamente por essa “cegueira ideológica” vocês (eleitores do Ciro) nunca vão conseguir vencer o PT. Vocês jogam exatamente o jogo deles! Posso citar alguns vários exemplos nesse texto: defender que o Lula sofre perseguição judicial, que o Bolsonaro venceu por causa do Anti PTismo (se realmente fosse isso, ele não quase ganharia no primeiro turno. Bolsonaro faz parte da onda conservadora que vem tomando conta do “Ocidente”. Essa questão é maior que Brasil e PT), Haddad “liberal paulista” (Liberal? Oi?), máquina do Bolsonaro (que máquina? Bolsonaro teve apoio popular apenas…), satanização indevida do PT (como assim? A satanização do PSDB após o FHC foi indevida tb?), Levy como grande responsável pelo desastre da Dilma (Não! Ele ficou 11 meses e o país já estava quebrado em 2014, porém houve maquiagem nas contas públicas… O PT sabia disso e precisava de um ajuste fiscal urgente… Porém nem isso o Levy conseguiu fazer, pois foi duramente criticado por tentar fazer aqui que foi chamado p fazer… Levy não conseguiu fazer praticamente nada. Jogar isso nas costas do “neoliberalismo” é de uma covardia sem tamanho) etc…

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  • Vejo comentários de pessoas dizendo que esse artigo do Gustavo Castañon é fantasioso, delirante, etc. Se você meu amigo(a) discorda dos fatos relatados, obviamente estava do outro lado moeda e não passou o que passamos nessa campanha, não apanhou como apanhamos e o pior de tudo, recebemos a maior parte de um lado que considerávamos “amigo”, o PT ficou 12 anos no poder, ajudávamos mesmo discordando, reprovando e odiando absurdos diversos, para quê, para sermos atacados covardemente. Mais uma vez, se você meu amigo(a) discorda, com a mais absoluta certeza do mundo, não acompanhou o processo eleitoral e os absurdos produzidos pelo PT. O mais engraçado de tudo e ninguém pode discordar, é que quando o Haddad cresceu nas pesquisas (quando oficializado candidato), Bolsonaro cresceu igualmente, desidratando de forma acentuada os outros candidatos, menos na candidatura de Ciro. Então caros amigos, a maioria do povo brasileiro estava com pavor da possibilidade de o PT voltar ao poder e isso esteve mais claro do que a luz do solar… Não condeno o Partido dos Trabalhadores por tais atos, pois sempre pensaram exclusivamente em sua própria sobrevivência, porém, ver pessoas que admirava defender uma candidatura morta e burra como a do PT, foi uma facada. 12 anos no poder minha gente, 12 anos e ainda queriam mais… mesmo que apenas 10% de todos os casos de corrupção fosse verdade, já seria impossível aceitar… A cegueira e burrice dos eleitores petistas é de se revoltar, chega a doer na alma, pqp!

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  • Essa foi a melhor descrição e tradução do:
    “O Lula tá preso, babaca!”
    Texto perfeito.
    PT que vá para os quintos do inferno!
    A raiva maior é eu ter sido enganado tanto tempo!
    Isso nunca mais vai acontecer!

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  • Meus parabéns, Gustavo! Texto preciso! Perfeito! As viúvas do sapo barbudo e os fanáticos petistas ficam fora de controle hahahah

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  • Em 2016, Ciro e o PDT expulsaram 3 dos 4 senadores que tinham, apenas por votar a favor do impeachment, Ciro e o PDT se enfraqueceram por serem fiéis ao PT, e em menos de 2 anos o PT está aliado aos golpistas novamente, afinal segundo o próprio Haddad, golpe é uma palavra um tanto forte…. é tão ridículo quanto absurdo!!!!! Ciro estava certissímo em não subir no palanque do poste da vez!!!!!! PT apunhalou Ciro pelas costas o quanto pôde, PT fez um acordo com o PSB, onde o PT só se prejudicava, apenas para tirar tempo de TV de Ciro. PT comprou aliados de Ciro no Nordeste, pagou para disparar Fake News contra Ciro pelo Whatsapp. Se Ciro subisse no palanque do Haddad, Ciro iria me decepcionar muito. Ciro está certo e honrrou seus 13 milhões de votos ao não subir no palanque do poste. Lula escolheu colocar o país no colo do fascismo. PT nunca mais!!!!!
    Quem enganou o povo, sabendo que não pode ser candidato e escolheu um poste anêmico e sem voto como candidato faltando 15 dias para a eleição, em vez de apoiar um candidato muito mais preparado e muito menos rejeitado, jogou o país no colo do fascismo!!!

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  • O PT entrou na eleição como um cavalo manco achando que conseguiria disputar depois de todas as desconstruções que houveram em sua imagem.

    Via claramente quatro tipos de grupos: o bolsominions, petistas, antibolsonaros e antipetistas.Haddad levava voto do petistas, mas não levaria todos daqueles que eram antibolsonaros. Ciro absorvia o voto dos antibolsonaros e antipetistas com muita facilidade e, tendo apoio do PT levaria tb os votos dos petistas. Por isso Ciro poderia ter apoio do PT, mas não poderia ser PT. Por isso ele não deu apoio no segundo turno, para não perder um oportunidade futura.

    Vi que Lula, a quem tenho muito respeito, e o PT pensaram em si primeiro. Mas a luta sempre foi poder e, por isso, acho que o PT elegeu “o coiso” para que daqui a 4 anos ele tenha oposição e argumentos contra seu governo para tentar um retomada. Apoiar o Ciro não lhe daria condições para entrar como oposição em 2022. Para o PT foi melhor dar o poder ao adversário do que a um aliado. Apenas não se lembraram de um detalhe: do Brasil…

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  • Deixarei um simples comentário, do ponto de vista de quem participou como sindicalista e filiado ao partido. O Lula foi traído por quem ele menos desconfiava, e não foi o Ciro…

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  • Perfeito. Descreveu algumas coisas que eu pensava e me apresentou outro caminhão de informações. Muito didático. Parabéns!

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  • Um texto enorme para destituir o PT é o Lula, perdeu tempo com baboseiras e idiotices. Ciro é e sempre foi um oportunista, dança conforme sua conveniência. Espero q em outro texto seja mais coerente e não perca tempo citando farpas apenas no PT. Outro detalhe menciona fatos da política brasileira como o Brasil politicamente não fizesse parte de um sistema podre, isso desde seu descobrimento.

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  • Leitura coerente deste triste quadro da nossa história política. O pais perdeu grande oportunidade de experimentar um projeto nacional de desenvolvimento, ser dono do seu destino e assumir posição real de influenciar as grandes decisões globais. Vamos para 2022.

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  • Lula e sua GENIALIDADE SUICIDA vai apodrecer na prisão, a menos que Boçalnaro o liberte por sua inestimável contribuição à sua eleição contra o Haddad.

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  • O lobo perde o pelo mas não perde o jeito. Excelente oportunidade para ficar calado, a própria história fala por si só. Ciro, oportunista, arrogante e traidor.

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  • Acho que a esquerda deveria estar unida neste momento. Enquanto se esfacelam, a extrema direita avança. Acho que Ciro e Lula, que considero um preso político, bem como os partidos do campo progressivo, como PSOL, PCdoB, PSB e parte da Rede, são fundamentais para combater o que virá. Não haverá vitória individual. É hora da esquerda amadurecer.

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  • Luladrão sempre foi o ladrão oportunista, só os petista que idolatra bandido!

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  • Ciro Gomes e Lula! O sujo falando do mal lavado. Karl Marx deve está se moendo no túmulo com essa representação da esquerda. kkkkk

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  • No momento de demonstrar grandiosidade o Lula continua com uma campanha fadada ao fracasso que entrega o país para Bolsonaro, ou seja, entregou o país para o desmonte e para a covardia contra a população.

    Ciro mostrou mais uma vez que sempre foi o merecedor do título de presidente. É triste o país ter o presidente que o representa no momento.

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