SampaPrev é suspensa: vitória da greve dos servidores municipais de São Paulo e derrota de Doria

SampaPrev, a reforma da previdência municipal de São Paulo, foi suspensa. A proposta do prefeito João Doria para mudar regras de aposentadoria e aumentar a alíquota de contribuição dos servidores municipais de 11% para 14%, enfrentava forte resistência do sindicato da categoria, o Sindsep.

Os servidores estavam em greve desde o dia 8 de março, e foram realizadas três grandes manifestações contra a reforma. Em uma delas, no dia 14 de março, mesma data do assassinato de Marielle Franco, a Guarda Civil Metropolitana atacou os manifestantes que tentavam entrar na Câmara Municipal para acompanhar a sessão do plenário, e uma professora ficou ferida com o nariz quebrado.

Hoje, 27 de março, após nova manifestação com milhares de servidores, o presidente da Câmara Municipal, Milton Leite (DEM), cedeu e retirou da pauta a votação da SampaPrev, que está suspensa, não podendo ser colocada em votação pelos próximos 120 dias.

Com a suspensão do projeto de lei por cerca de 4 meses, a reforma deixará de ser da gestão Doria, porque ele deve renunciar ao cargo de prefeito no dia 7 de abril para disputar o governo estadual. O engavetamento provisório da reforma da previdência municipal é uma derrota para Doria que tratava a questão como essencial para deixar uma marca em sua brevíssima passagem pela prefeitura.

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