A dondoca estúpida de Brasília e a vitriolagem contra o Brasil

Diante da vitriolagem política, econômica, social e cultural que o Brasil vem sofrendo, dois tipos de percepção manifestadas nas redes sociais chamam à atenção. Vitriolagem é jogar ácido na cara de alguém, crime de lesão corporal tipificado no Código Penal. Não mata, mas pode causar lesão grave. Dependendo da lesão, uma cirurgia pode fazer voltar à normalidade.

E escrevo isso, incluindo-me no rol daqueles que, vira e mexe, faz avaliações apressadas, por impulso da emoção e do desejo de que aconteça isso ou aquilo, dependendo do grau de acidez e toxidade dos efeitos de determinados fatos.

Um tipo de percepção é otimista demais e outro, seu oposto, também demais. O primeiro aponta para a suposta e iminente queda de Jair Bolsonaro. Não é para menos, tamanha a reação de diversos setores contra os descalabros de suas falas e comportamento. Tamanha é a crise econômica, que vem antes dele, mas agravada por Temer e ele.

São reações, discursos e medidas de diversos setores dentro e fora do estado, com ações formais judiciais e policiais, concertações políticas e outras. Sem falar da pandemia, ainda uma incógnita para uma ou outra tendência, uma delas sinalizando o inevitável agravamento da já agravada crise econômica.

A segunda percepção aponta para uma espécie de “jogo ganho”, algo pressuposto não sei de onde, por parte de Bolsonaro, em face de uma suposta base agressiva de milicianos, como se a sociedade estivesse se organizando, de forma ampla, contra a sociedade para defender a família do presidente.

Os dois tipos parecem se caracterizar mais pelo desejo de uns e de outros do que pelo fato concreto. Não neguemos, é verdade, a existência desses grupelhos agressivos com suas ameaças, e tudo pau mandado, nada espontâneo, claro. Entretanto, eles vão ficando muito mais visados pelas reações e por sua própria “clandestinidade” e agressividade, criando condições mais perigosas também para eles mesmos.

Diante das imagens de manifestações desses caras, muitos telespectadores abrem, dentro de si, espaço para o medo, acreditando que todo policial militar, civil ou federal ou é burro ou é boçal. Transformando miliciano em sinônimo de policial em abstrato, de forma generalizada. Sabemos que não é bem assim. Nas três corporações há policiais que não compactuam com essa malta tresloucada. Há policiais inteligentes e honestos.

Se estivessem tranquilos e oba, oba, vamos que vamos, esses truculentos, como dos protestos dos últimos domingos e das agressões contra os enfermeiros em Brasília não sumiriam de seus perfis das redes sociais.

O exemplo de “auto denúncia” foi dado pela dondoca estúpida e imbecil (ofensora dos enfermeiros e integrante da claque de Bolsonaro contra os jornalistas) que, flagrantemente, acabou mostrando mais uma vez que as manifestações não são nada espontâneas e podem ser muito bem definidas e atribuídas para fins de responsabilização criminal.

A dondoca estúpida de Brasília e a vitriolagem contra o Brasil

No caso dos otimistas, caldo de galinha é bom com o tempero do pessimismo ativo. Porém, a verdade é que a coisa não está na base das favas contadas. Cada dia vivemos uma crise. Antigamente tínhamos uma vida “normal”. Assistíamos à novela do Dias Gomes ou da Janete Clair, às nove da noite. Hoje, esse horror diário da vitriolagem contra o Brasil. Firmeza, e não vacilemos!

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