Por que votarei na Delegada Martha Rocha?

A pergunta poderia ser respondida de forma simples. Aliás, sou filiado ao PDT e estou assessor da candidata na Alerj. Mas, definitivamente, não é um voto apenas de disciplina partidária – é a convicção de um Rio para todos.

Martha assinou como compromisso a retomada do conceito dos CIEPs: educação de qualidade em tempo integral para as crianças cariocas. Nenhuma criança pra trás é sinônimo de uma cidade – e um país – andando pra frente.

Na Saúde, vai passar pente fino nas OSs. Isso quer dizer que vai conter essa aberração que encarece o serviço e não oferece o que cidadão merece. Sem contar que vai ampliar a atenção básica de saúde, o que impactará diretamente na qualidade de vida junto às reformas em hospitais, postos e clínicas da saúde.

A deputada estadual também conta com um projeto de investimento público – em parceria com setor privado – para realizar um complexo industrial da saúde na Zona Oeste, além de promover um cinturão de desenvolvimento criativo do Morro da Providência até o Complexo para combater o desemprego e a informalidade. Tal proposta vai partir do fortalecimento dos espaços públicos e do apoio ao empresariado local. O desenvolvimento também partirá da valorização do circuito cultural popular da cidade, fazendo da vocação carioca uma forma de encantar o Rio e gerar emprego e renda.

martha rocha rio de janeiro

No quesito da mobilidade, Martha começará revitalizando os BRTs abandonados e fazendo o que os últimos prefeitos não fizeram: mexer na caixa preta dos grandes empresários de ônibus. Infelizmente, é muito candidato conhecendo mais a família de empresários do ramo que as linhas da cidade.

E por que não os outros?

Começa pelo motivo da necessidade histórica de derrotar Marcelo Crivella, o pior prefeito da história do Rio desde a redemocratização. Não que ele pudesse fazer milagres por conta dos erros do antecessor e de um contexto de crise nacional, mas nada justifica ele abandonar a cidade como abandonou em absolutamente todas as áreas.

O ex-prefeito Eduardo Paes teve seus avanços como prefeito. Hoje, coligado apenas com a direita, parece que fará um governo com muito mais contradições. Porém sem futurologia: os grandes eventos trouxeram, do governo federal e da inciativa privada, bilhões para a cidade, de fato. Mas nem nesse grande momento conseguimos virar referência nacional em educação, saúde ou transporte. Não posso imaginar caso o mesmo grupo lidere a cidade num momento tão caótico do país.

Por último, a candidatura de Benedita da Silva não fará com que o Rio saia do dilema entre “o ex e o atual”. Sua experiência como governadora do Rio foi péssima, não pagando servidores, totalmente atrapalhada nas crises de segurança. Em 2002, em plena vitória de Lula, tinha apenas 16% de aprovação. Até Rosinha Garotinho resolveu o problema com certa tranquilidade logo depois. É uma excelente parlamentar, tem uma contribuição para democracia e para as lutas populares, mas já foi experimentada no executivo e não foi nada hesitado.

Lamento o posicionamento de quadros do PT e do PSOL pelo desrespeito e até pelas mentiras veiculadas sem pudor contra Martha. Aproveito para exaltar a figura de Anderson Quack, candidato a vice, grande referência da produção de cultura popular, das favelas e do movimento negro no Rio, diretamente da Cidade de Deus.

Delegada Martha Rocha já empatou com Crivella, tem a menor rejeição de todos os candidatos e a única que pode vencer Eduardo Paes no segundo. Como carioca, trabalhista e defensor de um Rio com mais educação, saúde e emprego, torço para que a chapa suburbana seja a vencedora.

Faz o 12 aí!

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